É uma planta bastante fácil de se identificar, suas folhas são aveludadas e o fruto tem uma cor roxa.
FAMÍLIA BOTÂNICA: Melastomaceae.
NOMENCLATURA E SIGNIFICADO: A Pixirica também conhecida como Caranxingui (do Tupi Guarani “Erva de frutos que tinge”) também pode ser chamada de Cabeludinha do cerrado ou do Brejo, Tinge-lingua, Mexerica e Peludinha.
HABITAT: Espécie nativa que cresce espontaneamente em por toda Mata Atlântica sul-brasileira, em matas secundárias, capoeirões e capoeiras. Sãos arbustos comuns em beira de estradas, caminhos e trilhas.
CLIMA: É de clima subtropical, adaptando-se também ao tropical. É esciófita (espécie vegetal adaptada a se desenvolver em ambientes sombreados ou semi-sombreados, como no interior de uma floresta densa).
ORIGEM: Distribui-se desde o Rio Grande do Sul até a Bahia e Mato Grosso do Norte nos mais diferentes ecossistemas.
SOLO: Prefere os solos areno-humosos e úmidos.
BROTOS: Os brotos jovens são avermelhados (ou arroxeados) e densamente tomentosos (coberto de lanugem - "pêlos" de até 3 mm).

FLORES: As flores são hermafroditas e surgem em inflorescências racemosas (tipo de cacho piramidal) de 10 a 30 cm de comprimento que nascem a partir das áxilas das folhas superiores, com forma dicásia (com agrupamentos sucessivos de 2 ou 3 flores). Cada cacho contém 10 a 30 flores de 1,5 cm de diâmetro, diclamídeas (com 2 envoltórios), com cálice (invólucro externo) com 5 sépalas triangulares e persistentes e corola (invólucro interno) com 5 pétalas brancas ou rosadas de 3 a 4 mm de comprimento.
USOS:
As folhas são usadas para regular o rítmo cardíaco, infecções urinárias e genitais e externamente são utilizadas no tratamento de moléstias de pele. Popularmente é também utilizada como hipocolesterolêmica.
As cascas do caule e tronco servem para tratar à diabetes.
Importante: Se for provar algo desconhecido, tenha certeza que está com a espécie correta e procure provar a primeira vez em casa, pois em caso de uma indigestão ou necessidade de um médico, você estará melhor auxiliado na cidade.
Boa matéria!
ResponderExcluirObrigado pelo comentário camarada !!!
ExcluirEsta planta é bastante abundante em nossa região.
ResponderExcluirSeus frutos são uma exceção a regra CAL (Cabeludo, amargo e leitoso), onde deve-se evitar frutos com estas características. Portanto, estas podem ser consumidas sem problemas, apesar de serem "cabeludas".
Verdade Allan essa foge a regra e realmente é boa pra comer ! Eu não conhecia e vc que apresentou. Mais uma lição aprendida... obrigado !
Excluirabraço
Excelente, mais uma para a coleção de frutas estranhas e comestíveis. Abraço.
ResponderExcluirVerdade Alejandro, são infinitas opções.
ExcluirObrigado por prestigiar o blog...
abraço
Colega, sou botânico e pude perceber um problema na sua postagem, a 1ª foto não pertence a uma Leandra mas sim de uma Trichilia hirta, outra espécie de Melastomataceae, tenho um colega que está se especializando nessa família e como pude perceber, todos os frutos dessa família que são carnosos podem ser ingeridos, fica a dica.
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